Saiba quem é “Manteiga”, “Tia Dilma” e “Pavarotti” na Lava Jato
Para fazer anotações em agendas sem deixar muitos rastros, os publicitários João Santana e Mônica Moura criaram apelidos para seus principais interlocutores.
A ex-presidente Dilma Rousseff era a tia. O antecessor dela, Luiz Inácio Lula da Silva, era o Pavarotti, em alusão ao cantor de ópera italiano Luciano Pavarotti, destaca o jornal O Globo.
E o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega era o laticínio, pela proximidade do sobrenome com a palavra manteiga.

Foto: Reprodução/ Internet
As anotações se referiam a reuniões ou cobranças de pagamentos pela campanha de 2014. O segredo foi revelado em um dos depoimentos da delação premiada de Mônica.
– O apelido de Mantega, não achem graça, era laticínio, que João inventou, porque era manteiga. Pra não chamar Mantega, Mantega… A gente só se referia a ele como laticínio. A gente inventava apelido para as pessoas pra não ficar anotando o nome deles em agenda. A Dilma só era tia. (Lula) era Pavarotti, porque tinha uma época que ele tava muito gordo, tinha barba, parecia Pavarotti. Era Pava ou Pavarotti. Na minha agenda, tenho vários telefones anotados como Pava. Eu tenho na minha agenda anotado “reunião com laticínio”, “ligar para o laticínio” – contou a delatora.
– Depois de 2010, foi uma grande vitória, foi uma vitória expressiva e importante eleger o poste Dilma, como todos diziam, a Dilma se apegou muito ao João. A Dilma não confia em ninguém, a Dilma tem uma dificuldade grave que ela não confia na capacidade de ninguém, ela acha que todo mundo é burro (risos), que todo mundo é incapaz. Com o João é o contrário, ela tinha uma confiança nele, na inteligência, na capacidade dele de pensar, muito grande. Então, ela recorria a ele sempre, para escrever texto pra ela, pra dar conselho, pra nome de programa, ajuda nesse sentido. Então ele tinha muito acesso a ela – disse a publicitária.
FONTE : o globo
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